Deus lhe pague...grita Elis
Tão intensa quanto a música
A arte imita vida e movimento
Ficando muito fácil julgar assim
Quando não se sabe como e quanto sinto
devastar o litoral paradisíaco
Com essas chuvas de verão.
É cada vez mais difícil
levantar após cada escorregão
mas faça como quiser
já comecei a frear nas curvas
Evitando derrapar ou atropelar.
Então viva o sangue na calçada
ou a lama seca na calça jeans rasgada
Dissecando borogodós inexistentes
no desejo de quem não sabe demonstrar
o que só se vê idealizado na própria mente.
Me frustro por só poder tocar assim
não o que quero, não longe de palavras
antes fosse o dissertar todo penar
mas tem sempre mais que este EXAGERADO pesar
sendo os óbices como molas
que impulsionam cada vez mais alto
galgando sonhos pré-fabricados
com embaraços próprios e alheios.
Chaves que desencaixam e se perdem
Quedas sentadas e veladas por pena e risos
Grama banhada por sereno e euforia.
A febre toma conta quando os delírios invadem
então corro rápido, de olhos fechados
me jogo como bomba na piscina gelada da noite
tudo isso pra não precisar ir embora
pra não voltar seca e segura.
Mesmo com o rubor retorcendo minha face e ventre
não me permito deixar a esteira
não dou a vez nessa caminhada só
pois não vou a lugar algum
e não vejo qual o mal
quando todo local
onde quero ir
está aprisionado dentro de mim.
Persisto caçando borboletas para encarcerar no estômago.
Ainda aposto com minhas fichas nestes jogos infindáveis.
Pois todas as noites de insônia
ainda valem a pena quando dormidas e sonhadas.
Todos os dias reaproveitados
Trazem reflexões de outras vidas
E mesmo quando volto pro quarto cheio
esvaziando meus bolsos e bolsas
me deixando cair de exaustão
Procuro repassar e relatar mentalmente
Transformando cada idiossincrasia
Sentindo e deixando o ausente cada vez mais evidente
Com pinceladas de desinteresse
no que insisto ser uma grande obra
Ignorando a crítica
O que pode parecer pretensão
Sem que haja qualquer intenção.
Então como tudo que gero
vejo maneiras de mostrar
o que não sei explicar
por isso deixo tudo solto
porque não posso sustentar
liberto o que mais quero
para ser leve, ficar limpa
mesmo que quase sempre
sem finalização
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Chá sem chapeleiros para o bem de todos
Dia calmo, quase apático e cheio de ensaiados sorrisos e bons dias, após finalmente levantar e me livrar dos lençóis que, de forma obsessiva, não permitem que corpos saiam de seus braços macios e reconfortantes, nesse universo particular onde tudo posso.
Agora, no momento reservado para manter a matéria de pé, entre a seção de macarrão integral e chás indianos, chineses e tailandeses.(Afinal quantos tipos de chás verdes existem?!)
É extremamente interessante ver a variedade de alimentos em uma loja/restaurante de produtos naturais. Vide a pipoca zero nos sabores: tomate & manjericão e alho & orégano; Crema de riso (Creme de arroz `=o), bife vegetal em conserva e alternativas –todas muit
o caras– pra quem escolheu uma vida de desapego à carne (Só pra deixar claro, como alimento), assim como eu por um tempo num passado remoto. Agora como turista, só pra relembrar a leveza desses dias e me dar conta do quanto as mudanças ocorrem de um dia pro outro. Inconstante, não tenho mais nenhum controle sobre o que sinto ou sentirei no futuro, que parece tão nevoento quanto o horizonte hoje.
Voltando fisicamente onde estava antes...epa, embalado como promessas de algo novo, um chá diferente!
“Mais que um chá, o que você tem em mãos são séculos de história, pois este é o mesmo produto que em 1600, os ingleses foram buscar no oriente. Kashaya Tea é um chá genuinamente indiano, puro, selecionado, vindo direto das montanhas Nigliri. Matéria-prima única e refinada ainda mais pelo sachê piramidal e sua maior área de contato com água quente, o que se traduz em qualidade que você percebe no aroma, na cor e no sabor desta infusão especial.Então faça dessa degustação um ritual (nossa!!), beba devagar e de paladar atento...” Por aí vai, cheio de palavras rebuscadas numa caixa em forma de pirâmide, muito bonita por sinal.Conduzida/seduzida pela publicidade exagerada, consumista, olho o preço SÓ POR CURIOSIDADE (até parece...ha-há) R$21,40!!Ora...nem que eu tivesse acabado de ingerir vários desses, de trombeta, ousaria pagar isso por uns sachês provenientes das tais montanhas azuis da Índia!!
Ok, voltando à soja esfriando em meu prato, com arroz integral e outros grãos estranhamente gostosos que provavelmente fazem algum bem à saúde, mas só são ingeridos por mim umas 10 vezes ao ano, me cansei do cheiro de incenso (que normalmente eu adoro) e “cansei de ser hippie” PIADA INTERNA.
Quanto tempo passou desde que eu comecei a viajar em chás, não com chás, afinal tenho que voltar da minha hora de reflexão silenciosa sobre “esta é minha vida” e preciso correr de encontro à rotina, à minha vida dupla, diria até múltipla, para que depois possa descobrir para onde estou soprando agora.
Espero que pelo menos por hoje, as tempestades implodam em mim e eu não a leve a lugares ou a alguém.
Sem chapeleiros por hora, pretendo tomar um chá solitário. Talvez seja possível, apesar de ser improvável.
Agora, no momento reservado para manter a matéria de pé, entre a seção de macarrão integral e chás indianos, chineses e tailandeses.(Afinal quantos tipos de chás verdes existem?!)
É extremamente interessante ver a variedade de alimentos em uma loja/restaurante de produtos naturais. Vide a pipoca zero nos sabores: tomate & manjericão e alho & orégano; Crema de riso (Creme de arroz `=o), bife vegetal em conserva e alternativas –todas muit
o caras– pra quem escolheu uma vida de desapego à carne (Só pra deixar claro, como alimento), assim como eu por um tempo num passado remoto. Agora como turista, só pra relembrar a leveza desses dias e me dar conta do quanto as mudanças ocorrem de um dia pro outro. Inconstante, não tenho mais nenhum controle sobre o que sinto ou sentirei no futuro, que parece tão nevoento quanto o horizonte hoje.Voltando fisicamente onde estava antes...epa, embalado como promessas de algo novo, um chá diferente!
“Mais que um chá, o que você tem em mãos são séculos de história, pois este é o mesmo produto que em 1600, os ingleses foram buscar no oriente. Kashaya Tea é um chá genuinamente indiano, puro, selecionado, vindo direto das montanhas Nigliri. Matéria-prima única e refinada ainda mais pelo sachê piramidal e sua maior área de contato com água quente, o que se traduz em qualidade que você percebe no aroma, na cor e no sabor desta infusão especial.Então faça dessa degustação um ritual (nossa!!), beba devagar e de paladar atento...” Por aí vai, cheio de palavras rebuscadas numa caixa em forma de pirâmide, muito bonita por sinal.Conduzida/seduzida pela publicidade exagerada, consumista, olho o preço SÓ POR CURIOSIDADE (até parece...ha-há) R$21,40!!Ora...nem que eu tivesse acabado de ingerir vários desses, de trombeta, ousaria pagar isso por uns sachês provenientes das tais montanhas azuis da Índia!!
Ok, voltando à soja esfriando em meu prato, com arroz integral e outros grãos estranhamente gostosos que provavelmente fazem algum bem à saúde, mas só são ingeridos por mim umas 10 vezes ao ano, me cansei do cheiro de incenso (que normalmente eu adoro) e “cansei de ser hippie” PIADA INTERNA.
Quanto tempo passou desde que eu comecei a viajar em chás, não com chás, afinal tenho que voltar da minha hora de reflexão silenciosa sobre “esta é minha vida” e preciso correr de encontro à rotina, à minha vida dupla, diria até múltipla, para que depois possa descobrir para onde estou soprando agora.
Espero que pelo menos por hoje, as tempestades implodam em mim e eu não a leve a lugares ou a alguém.
Sem chapeleiros por hora, pretendo tomar um chá solitário. Talvez seja possível, apesar de ser improvável.
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